Linha do maravilhoso

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Trabalhar nessa linha significa criar situações que ocorram fora do nosso espaço/tempo conhecido ou em local vago ou indeterminado na terra.

O mundo do maravilhoso pode se apresentar sob diferentes aspectos:

  • Metafórico
  • Satírico
  • Científico
  • Popular ou folclórico
  • Fabular

Maravilhoso metafórico (ou simbólico) – Narrativas cuja efabulação atrai por si mesma, isto é, pelo referencial, pela história que transmite ao leitor, mas cuja significação essencial só é apreendida quando o nível metafórico de sua linguagem narrativa for percebido ou decodificado pelo leitor.

Livros referências: O Azulão e o Sol de Walmir Ayala, Estória da Borboleta de Marina Sendacz, O menino que veio do mar e o país das coisas bonitas de Luiz Paiva de castro.

Maravilhoso satírico – Narrativas que utilizam elementos literários do passado ou situações familiares, facilmente reconhecíveis, para denunciá-las como erradas, superadas… e transformá-las em algo ridículo. O humor é o fator básico desta diretriz.

Livros referências: O Rei que não sabia de nada de Ruth Rocha, Chapeuzinho amarelo de Chico Buarque,  A fada que tinha ideias de Fernanda Lopes de Almeida, O fantástico mistério de feiurinha de Pedro Bandeira.

Maravilhoso científico – Narrativas que se passam fora do nosso espaço/tempo conhecidos, ou seja, onde ocorrem fenômenos não explicáveis pelo conhecimento racional.

Livros referências: A vida é fantástica de Lúcia Machado de Almeida, O planeta do amor eterno de Maria de Registro, Acordar ou Morrer de Stella Carr.

Maravilhoso popular ou folclórico: contos, lendas e mitos  Narrativas que exploram nossa herança folclórica européia e nossas origens indígenas ou africanas.

Livros referências: Apenas um curumim de Werner Zotz, O velho, o menino e o burro de Ruth Rocha, História de jabuti sabido com macaco metido de Ana Maria machado.

Maravilhoso Fabular – Situações vividas por personagens-animais, que podem ter sentido simbólico, satírico ou puramente lúdico.

Livros referências: Angélica e os Colegas e Lygia Bojunga Nunes, O caso da Borboleta Atíria de Lúcia Machado (Tenho carinho extremo por esse livro, ele foi o primeiro livro sem gravuras que li aos 7 anos), O burrinho que queria ser gente de Herbeto Sales.

Fonte de pesquisa Literatura Infantil – Teoria, análise e didática de Nelly Novaes Coelho.

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Evite o uso didático: o objetivo de um texto de literatura infantil não é ensinar nem dar lições de moral. A própria trama da história serve como testemunho, e não as considerações acrescentadas pelo “educador”.

Para criticar o sistema educacional de sua época, o escritor inglês Lewis Carrol lançava mão da sátira, dotando com algumas características típicas os personagens que acompanhavam a menina Alice – A Lagarta que formula perguntas sem respostas e a Rainha Vermelha que submete Alice a exames infernais são os professores, bem omo Humpty Dumpty, que distorce as palavras sempre em seu próprio benefício.

DICA: Provoque a criança a buscar suas próprias respostas

Confira alguns vídeos bacanas sobre o assunto: